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segunda-feira, 8 de junho de 2026

EXPOSIÇÃO: Colecção do Museu Bordalo Pinheiro



EXPOSIÇÃO: Colecção do Museu Bordalo Pinheiro
Museu Bordalo Pinheiro
Inauguração a 15 Jan 2026. Exposição de Longa Duração


No passado dia 15 de Janeiro, o Museu Bordalo Pinheiro abriu as portas à sua nova Exposição de Longa Duração, propondo uma leitura renovada da vida e obra de Rafael Bordalo Pinheiro. Logo na sala inaugural, “A Situação… pela Lente de Bordalo”, o visitante é transportado para a segunda metade do século XIX, tempo de revoluções tecnológicas, expansão da imprensa e intensificação das trocas internacionais. É nesse mundo em aceleração que o artista constrói o seu olhar crítico. A monarquia constitucional, a alternância partidária e o peso da Igreja surgem como alvos recorrentes da sua crónica humorística semanal, onde texto e imagem se entrelaçam numa análise mordaz da actualidade. Bordalo acompanha atentamente conflitos europeus, ambições coloniais e tensões diplomáticas, revelando um patriotismo inflamado, simultaneamente crítico dos governos e atento ao papel económico das colónias. Liberal, anti-monárquico e socialmente comprometido, sonha com a República e com um país mais justo, mas fá-lo sem abdicar da complexidade das suas posições. O riso, aqui, não é mero entretenimento: é ferramenta de intervenção, lente de aumento das fragilidades do sistema e convite insistente à mudança.

Em “Jogos de Humor: do Desenho à Cerâmica” e “Figuras e Personagens”, as duas salas seguintes, a exposição aprofunda a dimensão inventiva de Bordalo e a amplitude do seu talento. Mestre da caricatura, atento às correntes internacionais e dotado de sólido conhecimento técnico, desenvolve uma linguagem gráfica própria, marcada por exageros expressivos, metamorfoses surpreendentes e composições arrojadas que exploram o potencial narrativo da página. O visitante acompanha o processo que vai da figura isolada à construção de sequências, antecipando soluções da banda desenhada moderna. Muitos desses jogos visuais transitam para a cerâmica, onde personagens e símbolos ganham volume e presença física. Entre as criações mais emblemáticas destaca-se o Zé Povinho, síntese irónica do povo português, simultaneamente ingénuo, resignado e capaz de súbita irreverência. Ao seu lado surge a Maria da Paciência, figura que oscila entre o comentário moral e a voz da tradição lisboeta. Políticos, escritores e actores são retratados com acuidade física e psicológica, renovando-se a cada situação desenhada ou modelada. Nesta galeria de tipos e personagens percebe-se como Bordalo construiu um universo próprio, a sátira transformada em crónica social e a arte em memória crítica de um tempo.

A cidade ganha protagonismo em “Os Palcos de Lisboa” e “Comédia Político-Burlesca”, onde se percebe como Rafael Bordalo Pinheiro transforma o quotidiano num grande cenário crítico. Lisboa é simultaneamente tema, palco e personagem: uma capital em mutação, que se quer moderna e cosmopolita, mas onde persistem bolsas de pobreza, desigualdades profundas e marcas de ruralidade. Bordalo observa-a por dentro - nos teatros, nas redacções, nas ruas, nas procissões e nos arraiais - e por fora, atento às suas transformações urbanas, às montras, aos cartazes, às novas sociabilidades burguesas. A política surge como uma encenação permanente, uma “comédia político-burlesca” em vários actos, onde ministros e deputados vestem papéis conforme a conveniência e trocam de máscara ao sabor das maiorias parlamentares. O teatro funciona como metáfora estruturante: há palcos e bastidores, ilusões e truques de cena, aplausos e vaias. Nesse grande espetáculo do absurdo, o Zé Povinho tanto aparece adormecido na plateia como reage com o célebre manguito, gesto que se tornaria ícone de contestação. A sátira à dívida pública, às obras faraónicas, às eleições manipuladas ou às crises governativas convive com referências às modas, aos costumes e às festas populares, compondo um fresco vibrante e mordaz da sociedade portuguesa oitocentista.

O percurso culmina em “Tragicomédia sem Limites” e “O Lápis como Arma”, núcleos que sublinham a dimensão mais combativa e, simultaneamente, mais incómoda da obra de Bordalo. Nada nem ninguém escapa ao seu olhar: instituições, figuras públicas, práticas religiosas, preconceitos sociais e raciais, estereótipos de género. Algumas dessas imagens, hoje confrontadas com novas sensibilidades, obrigam o visitante a questionar os limites do humor e a reconhecer nelas o espelho de uma mentalidade do século XIX. A exposição não as oculta; contextualiza-as, convidando à reflexão crítica sobre o riso como arma ambivalente, libertadora e, por vezes, violenta. Num período de crescente repressão, com a imprensa sob ameaça de censura e o espaço público vigiado, Bordalo assumiu o desenho como instrumento de intervenção cívica. O lápis tornou-se metáfora e prática de resistência. Denunciou abusos de poder, expôs incoerências, celebrou feitos anónimos e instigou a mudança. Mais do que uma retrospectiva biográfica, esta nova Exposição de Longa Duração afirma a actualidade de um criador total - caricaturista, ceramista, empresário, homem de teatro - cujo humor continua a interpelar-nos. Ao sair, o visitante percebe que rir, em Bordalo, nunca foi um gesto inocente: foi sempre uma forma de pensar o país e de o imaginar diferente.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

O MELHOR DE 2025: DANÇA, TERTÚLIAS, LUGARES, OUTROS



10. Livros de Artista
Vários artistas
6.ª Bienal Internacional de Arte Gaia 2025
Quinta da Fiação de Lever
05 Abr > 12 Jul 2025

“ (…) Agostinho Santos, Nazaré Álvares, Celeste Ferreira ou Valter Hugo Mãe apresentam ao olhar do visitante um conjunto alargado de trabalhos em que cada página, quando analisada separadamente, assim como o acto repetido de “folhear” o livro, se combinam para transmitir uma sensação de continuidade e oferecer um conjunto de leituras, com tanto de sofisticado quanto de inesperado. Livros produzidos manualmente ou nos quais o artista teve uma intervenção directa na sua impressão, livros com múltiplos ou cópias únicas, livros com desenhos, pinturas, colagens ou têxteis, livros que se lêem da esquerda para a direita ou da direita para a esquerda, de cima para baixo ou de baixo para cima, as propostas são numerosas e qual delas a mais sedutora.” Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/05/exposicao-livros-de-artista.html



9. FESTA - Sons da Lusofonia (II)
Com | CRUA, Juliana Linhares, Fogo Fogo e Mário Lúcio
Parque Urbano de Ovar
12 Jul 2025 | sab | 16:00 às 00:00

“ (…) Primeira banda a repetir a presença no FESTA (depois de uma participação memorável em 2022), os Fogo Fogo puseram a carne toda no assador, mostrando o porquê de serem lídimos representantes do funaná, mas não só. Cultores da lusorritmía, na sua música confluem o samba e o semba, a morna e a marrabenta, o carimbó e o fado. Mas, ainda que o ritmo seja o pai de tudo, a palavra traduz o ritmo e daí que a música dos Fogo Fogo, sendo para dançar, seja igualmente para cantar. E foi isso que pudemos apreciar ao final da tarde de sábado, num concerto que encerrou um conjunto de momentos inesquecíveis. Voltar ao baile, voltar à pista, ser ponto de encontro de corpos que se dão em gesto e partilha, foi esta a proposta da banda à qual o público aderiu de forma incondicional.” Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/07/certame-festa-sons-da-lusofonia-ii.html



8. Conversas às 5
Com | Benilde Teixeira
Participação especial | Sofia Ataíde e Renato Nunes
Moderação | Joaquim Margarido Macedo
Centro de Reabilitação do Norte
15 Out 2025 | qua | 17:00

“ (…) A propósito de um internamento que se estendeu por cerca de nove meses, Renato Nunes recorda um processo evolutivo constante, de grande adaptação às estratégias prescritas, mas também “o fim de semana em que a Dona Benilde, com a sua cadeira eléctrica, conduziu um comboio de doentes em cadeira de rodas pelos corredores do CRN”, assim como “as mudanças de quarto para, com a sua atitude, nos ajudar a lidar com doentes mais fragilizados”. Uma memória que mereceu de Benilde Teixeira um curioso comentário: “Quando puseram uma doente no meu quarto e, na visita médica, lhe perguntaram se estava melhor, ela disse que estava 50% melhor: Mas é à Dona Benilde que eu devo os 50% por cento, não é aos médicos”.” Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/10/tertulias-literarias-conversas-as-5.html



7. Shortcutz Ovar Sessão #97
Festa dos Premiados 2024
Apresentação | Tiago Alves
Escola de Artes e Ofícios
18 Jul 2025 | sex | 21:30

“ (…) Numa noite sempre especial, de expectativas em alta, emoções ao rubro, muita festa e animação, a bonita Sala Expande foi pequena para acolher as duas centenas de espectadores que fizeram questão de marcar presença, repetindo aquilo que já vem sendo um hábito para um número crescente de “ferrinhos” da última quinta-feira do mês, elevados da categoria de visitantes ocasionais à de cinéfilos atentos e conhecedores, amantes do bom Cinema que se faz em Portugal na sempre desafiante versão curta. Foram eles que, guiados por Tiago Alves, incomparável mestre de cerimónias, recordaram a oitava temporada, vibraram com as escolhas do júri e do público, escutaram as reacções dos premiados e tiveram a oportunidade de ver ou rever alguns dos filmes da sua predilecção.” Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/07/cinema-shortcutz-ovar-sessao-97-festa.html



6. Ovar Expande ‘25 (II)
Com Bia Maria + Coro da Comunidade, Ela Li e Afonso Cabral
Escola de Artes e Ofícios
17 Out 2025 | sex | 21:30

“ (…) A apresentar em Ovar “Qualquer Um Pode Cantar”, o seu mais recente álbum, Bia Maria foi capaz de unir a beleza da voz à força da comunhão colectiva num projecto que é um verdadeiro sopro de frescura no panorama da música portuguesa contemporânea. Enraizadas no cancioneiro popular, com um “cheirinho” de fado e de bossa nova, as suas melodias fazem da voz — da dela e de todos — instrumento primordial e elo de partilha. Com Alberto Hernandez na guitarra e Samuel Louro na bateria, a artista vestiu de cumplicidade e inclusão temas como “Roupa Velha”, “O Corpo”, “Aconchegos de um Sujeito”, “Marcha da Paridade” ou “Qualquer Um Pode Cantar”, juntando em palco um coro de dez pessoas de diferentes gerações e transformando o concerto num acto de encontro com o outro e consigo própria.” Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/10/concertos-conversas-ovar-expande-25-ii.html



5. Conversas à Volta do Tanque
Com Manuela Grazina
Moderação | Joaquim Margarido
Espaços de Pensar - Teias de Sentir
Museu Júlio Dinis - Uma Casa Ovarense
18 Jan 2025 | sab | 16:00

“ (…) “Que importância têm as memórias na construção da felicidade?” O moderador pergunta e a interlocutora, num primeiro momento, pega na questão e dirige-a ao público. À volta do tanque, é tempo de falar de filhós e café de cafeteira, carroceis cor de rosa e cheios de luzes, um cheiro a queijo picante, uma cadeirinha, um sapatinho de verniz e um guarda chuva, um dedo que rapa o tacho com restos de massa de bolo de coco, as histórias de “faz de conta” do avô Hélio. As mesmas histórias de “faz de conta” que hoje nos ajudam a não colapsarmos, “quando os familiares adoecem, avaria o frigorífico e a máquina de lavar, rebenta a caldeira, pára o carro no meio da ponte”, e que dão um contributo fundamental para a criação da esperança.” Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/01/tertulia-conversas-volta-do-tanque.html



4. Grupo de Percussão da Escola Profissional de Música de Espinho
Com | António Ferreira, Alexandre Barbosa, Gaspar Costa, Miguel Coelho, Hugo Oliveira, Tomás Marques, Pedro Leal e Catarina Gouveia
ReabilitaSons 2025
Centro de Reabilitação do Norte
10 Abr 2025 | qui | 21:30

“ (…) Perante uma assistência constituída na sua grande maioria por pessoas internadas no Centro de Reabilitação do Norte, os oito elementos do Grupo de Percussão da EPME articularam entre si a interpretação de um programa fortemente inspirado no folclore tradicional de um conjunto alargado de geografias, oferecendo ao público uma proposta de viagem pelos quatro cantos do mundo. Combinando a sua inegável qualidade interpretativa com uma forte presença em palco, perfeito na construção dos temas como nas coreografias que os vários elementos souberam desenvolver, o Grupo surpreendeu pela dedicação, entrega e emoção que soube espalhar entre a assistência, fazendo deste um momento verdadeiramente reabilitador para todos.” Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/04/concerto-grupo-de-percussao-da-escola.html



3. Submerso Imerso
Vanessa Barragão
Curadoria | Ben Austin
Casa da Cultura de Ílhavo
08 Fev > 11 Abr 2025

“ (…) É tempo de nos aventuremos pelos meandros de um microcosmos aquático encantado, distante do caos e da confusão globais, um lugar que convida à reflexão e à calma. Podemos apreciar cada peça na sua dimensão individual, mas podemos também integrá-las numa instalação maior, de forma a estabelecerem entre si uma relação espacial e uma inter-conectividade que encontram eco no imaginário e memórias de cada um. Cada uma das peças contempla um manancial inesgotável de “informação”, quer pela técnica metódica de produção ou pela exigência dos materiais, quer pelo esplendor das formas ou pela extraordinária combinação de cores.” Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/03/exposicao-submerso-imerso-vanessa.html



2. Divinas Perlinas
Musurgia Ensemble & Coro CásterAntiqua
Direcção musical | Jorge Luís Castro
Com | João Francisco Távora (flauta de bisel e direção artística), Pedro Martins (guitarra barroca), Helder Sousa (cravo e direção artística)
CásterAntiqua - Festival de Música Antiga de Ovar
Capela de Santo António
23 Mar 2025 | dom | 16:00

“ (…) A viagem entre as duas margens do Atlântico fez-se, desta vez, ao sabor da língua: De um lado o português, o castelhano e o biscayno; do outro o mestiço, o índio e o Nahuatl (idioma asteca à época da conquista espanhola e falado ainda hoje por cerca de um milhão e meio de pessoas na região central do México). Com a parte instrumental a cargo de João Francisco Távora, Hélder Sousa e Pedro Martins, o concerto teve no coro o seu elemento de maior relevância, ficando demonstrado o poder alquímico de Jorge Luís Castro em juntar vozes e fazer magia. A ele se deveu a confiança e disponibilidade evidenciada pelos coralistas em “Negrinho tiray vos”, “As divinas perlinas” e “Mi niño dulce y sagrado”, peças de enorme riqueza melódica e rítmica e de uma harmonia sublime que tanto encantaram o público.” Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/03/concerto-as-divinas-perlinhas-musurgia.html



1. F*cking Future
Direcção artística e coreografia | Marco da Silva Ferreira
Interpretação | Catarina Casqueiro, Eríc Amorim dos Santos, Fábio Kraye, Doisy Bryan, Marco da Silva Ferreira, Matias Rocha Moura, Max Makowski, Nala Revlon
Teatro Rivoli - Caixa de Palco
05 Dez 2025 | sex | 19:30

“ (…) Quando os bailarinos invadem a plateia e avançam por entre os espectadores, o gesto é tudo menos intimidatório: É convite. Há algo de fantasmagórico, quase cerimonial, nesse movimento que aproxima intérpretes e público ao ponto de dissolver fronteiras. E é nesse instante que “F*cking Future” atinge o seu coração político — não o da militância como confronto, mas o da militância como desejo, como vontade partilhada. O espetáculo propõe um futuro que se escreve no agora, na aceleração dos corpos que recusam a apatia e afirmam o direito ao sonho, mesmo quando o mundo insiste em endurecer.” Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/12/danca-fucking-future-marco-da-silva.html

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

O MELHOR DE 2025: EXPOSIÇÕES



10. Memórias de um Andarilho
Roberto Chichorro
Igreja de Santiago, Monsaraz
12 Abr > 06 Jul 2025

“ (…) Memória e história, cenas do quotidiano e natureza e meio ambiente, surgem representados como pilares do trabalho de Roberto Chichorro, capazes de transmitir a alegria e a espontaneidade que são factores identitários primordiais na cultura africana. Em resumo, a história rica e complexa de Moçambique é uma influência inegável no trabalho de Roberto Chichorro, moldando as suas obras como uma expressão vibrante da identidade e diversidade cultural do país, ao mesmo tempo em que aborda questões sociais e políticas cruciais que marcaram a nação ao longo da sua história.” Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/06/exposicao-de-pintura-memorias-de-um.html



9. Y’a Hamam Yalla Ma Tnam, Ma Tnam
Mounira Al Solh
Curadoria | João Mourão, Luís Silva
Museu de Arte Contemporânea de Serralves
28 Fev > 31 Ago 2025

“ (…) Os prolongados conflitos no Médio Oriente intensificaram-se recentemente, transformando-se numa enorme tragédia humana e criando uma ferida que atravessa gerações e afecta milhões de vidas. Este ciclo incessante de violência tem provocado perdas inimagináveis, com inúmeras vidas ceifadas, famílias desfeitas e comunidades inteiras a viver sob a constante sombra do medo e do sofrimento. Por entre as ruínas, as pessoas enfrentam traumas profundos que continuarão a afectar gerações futuras. Profundamente marcada por estes conflitos, Mounira Al Solh canaliza as suas experiências através da arte, convidando à reflexão sobre a necessidade de paz, empatia e um compromisso com a justiça que honre os direitos e a dignidade de todos os envolvidos.” Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/04/exposicao-ya-hamam-yalla-ma-tnam-ma-tnam.html



8. Paisagens Humanas
Do Carmo Vieira
Museu Municipal de Espinho
08 Mar > 12 Abr 2025

“ (…) Entre a celebração e a denúncia, a memória e a urgência do presente, o olhar do visitante é obrigado a transitar entre diferentes dimensões da existência humana, as pinceladas como uma interrogação sobre as histórias que cada rosto abriga ou o futuro que cada paisagem humana é capaz de desenhar. Homenageadas ou simplesmente evocadas em poemas visuais de grande expressão e significado, as figuras que nos observam ao longo das duas vastas galerias são a expressão da força e do poder da arte em quebrar silêncios, convidando-nos a ver, a sentir e, acima de tudo, a agir.” Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/03/exposicao-de-pintura-paisagens-humanas.html



7. A Life in a Few Lines
Huguette Caland
Curadoria | Hannah Feldman
Centro de Arte Reina Sofia, Madrid
19 Fev > 25 Ago 2025

“ (…) A série “L’argent ne fait pas le bonheur, mais il y contribue largement” é composta por 366 pequenas telas quadradas pintadas entre 1994 e 1995. Nestas obras, Caland transforma a linearidade precisa dos seus desenhos eróticos e as superfícies polidas das suas pinturas sensuais em registos mais grosseiros, muitas vezes kitsch. Por detrás do humor, tanto da palavra escrita como da imagem, desvenda-se uma crítica política e económica ao papel desempenhado pela moeda no fracasso de tantas aspirações individuais e colectivas, bem como uma reflexão mais pessoal sobre a relação entre a prática artística e o dinheiro.” Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/04/exposicao-life-in-few-lines-huguette.html



6. Sonhos e Metamorfoses: O Surrealismo de Paula Rego
Curadoria | Catarina Alfaro, Marlene Oliveira, Perfecto E. Cuadrado
Fundação Cupertino de Miranda, Vila Nova de Famalicão
11 Abr 2025 > 04 Jan 2026

“ (…) O universo fantástico que emerge destas obras não é evasivo, mas profundamente ligado à experiência concreta do amor e do medo, do poder e da sedução, da obediência e da resistência, sentimentos entrelaçados numa iconografia onde nada é inocente. Os animais humanizados, recorrentes, funcionam tanto como agentes de encantamento como de ameaça, remetendo para um mundo carregado de tensão psicológica que ultrapassa os limites do consciente. Ao convocar o sonho como método e matéria, Paula Rego aproxima-se do surrealismo sem nunca abdicar da narrativa, da teatralidade e de uma relação crítica com a realidade.” Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/12/exposicao-sonhos-e-metamorfoses-o.html



5. Neorrealismos ou a Politização da Arte em Júlio Pomar
Curadoria | Afonso Dias Ramos, Mariana Pinto dos Santos
Atelier-Museu Júlio Pomar
10 Jul > 02 Nov 2025

“ (…) Além do valor visual das obras, a exposição sublinha a relevância do pensamento de Pomar sobre o papel da arte na sociedade. Desde cedo, o artista refletiu sobre a representação do real, a responsabilidade do artista e a arte enquanto acção vital em diálogo com o mundo. Ao longo do tempo, reavaliou os combates travados contra a ditadura e recontextualizou-os face ao desafio de defender a liberdade e a democracia. A mostra convida, assim, a uma leitura plural e actual da sua obra, reafirmando o lugar da arte como espaço de resistência, reflexão e intervenção.” Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/08/exposicao-de-pintura-e-desenho.html



4. Peregrinação
Graça Morais
Curadoria | António Meireles
Casa-Museu Teixeira Lopes | Galerias Diogo de Macedo
01 Mar > 01 Jun 2025

“ (…) Através da estreita escada, acede cada visitante com moderado esforço físico ao piso superior, à Sala Branca. Esta ascensão acompanha um percurso das obras, que dos conflitos e guerras de âmbito mundial e suas consequências das obras do piso inferior, nos traz para o contexto de território de montanha e para a construção das comunidades, sempre em diálogo com o mundo global, que parecendo-nos exterior e distante, tem na obra de Graça Morais importante reflexão sobre as conexões estabelecidas com os mundos locais. É desta conexão exemplo a pintura que abre este espaço, intitulada “20 de Janeiro de 2017”, data da tomada de posse de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos da América no que foi o seu primeiro mandato.” Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/03/exposicao-de-pintura-e-desenho.html



3. Francisco Relógio - Pinturas e Desenhos Inconjuntos 1955-1997
Curadoria | Nuno Faria
Centro de Arte Oliva, São João da Madeira
24 Out 2025 > 11 Jan 2026

“ (…) A exposição “Pinturas e Desenhos Inconjuntos”, apresentada em S. João da Madeira, depois de Serpa e Almada, procura oferecer um olhar abrangente sobre a vida e a obra de Francisco Relógio, reinscrevendo-o com clareza no panorama da arte portuguesa do século XX. Mais do que uma homenagem, esta mostra propõe um reencontro com um criador que soube conciliar o gesto intuitivo com a construção rigorosa, a dimensão simbólica com a presença do real.” Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/11/exposicao-de-pintura-e-desenho.html



2. Não Confundir um Tijolo com uma Obra de Arte
Albuquerque Mendes
Curadoria | Gonçalo M. Tavares
Galeria Municipal de Matosinhos
10 Mai > 24 Ago 2025

“ (…) O desenho, a cor e o gesto fluem de forma livre, envolvendo as obras num intimismo inesperado, mas mantendo em aberto uma multiplicidade de interpretações no que encerram de inquietação, ambiguidade, tensão, surpresa e espanto. Ao lugar junta-se o corpo e o rosto, intensamente expressivos, de uma estranheza quase irreal nos seus erros e imperfeições. Em particular os auto-retratos revelam as muitas faces do humano, no que têm de seriedade e discrição, mas também de provocação e fingimento. Neles se afiguram as inquietações do pintor, o seu olhar sobre o sofrimento, o erotismo, a religiosidade ou a morte.” Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/08/exposicao-nao-confundir-um-tijolo-com.html



1. O Que nos Olha
Miriam Cahn
Curadoria | João Pinharanda e Sérgio Mah
MAAT - Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia
26 Jun > 27 Out 2025

“ (…) Pintura, desenho, escultura, fotografia e vídeo articulam-se num percurso retrospectivo, onde a montagem – concebida pela própria artista – assume um papel autoral. A exposição afirma a singularidade de Miriam Cahn no panorama da arte contemporânea internacional, destacando a sua capacidade de interrogar criticamente os limites da representação e da linguagem artística. O seu trabalho não visa o deleite estético, mas a inquietação: convoca o espectador a confrontar-se com a violência do mundo e com a sua própria posição face à dor, à injustiça e à devastação.” Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/08/exposicao-de-desenho-e-pintura-o-que.html

domingo, 20 de julho de 2025

CERTAME: 8.ª Bienal Internacional de Arte de Espinho



CERTAME: 8ª. Bienal Internacional de Arte de Espinho
Vários artistas
Museu Municipal de Espinho
16 Jun > 30 ago 2025


O Museu Municipal de Espinho acolhe, até 30 de Agosto, o seu evento de referência no âmbito das grandes exposições de artes plásticas nacionais e internacionais - a Bienal Internacional de Arte de Espinho. Mostra de expressões artísticas que se realiza a cada dois anos, a Bienal deu o pontapé de saída no ano de 2011 e vai já na sua 8.ª edição, assumindo-se como a grande “imagem de marca” do Museu. Ao mesmo tempo, constitui-se cada vez mais como plataforma alargada de divulgação e promoção das artes plásticas, bem como de reconhecimento das respectivas criadoras e criadores. O desígnio volta a repetir-se na edição deste ano, com um conjunto de cerca de duas centenas de obras a merecerem um lugar de destaque nas Galerias Amadeo de Souza-Cardoso, a valência do Museu dedicada a exposições de Arte. São essas obras que o visitante vai poder apreciar, percebendo a grande variedade de géneros, estilos e suportes que as distinguem entre si e tornam a mostra extraordinariamente eclética, abrangente, desafiante e emotiva.

Com a obra “Caminhos: Arquivo de experiências urbanas”, lápis de pastel sobre papel, 2024, Alejandra Pardo conquistou o Grande Prémio Cidade de Espinho. Nela, a artista traça um conjunto de momentos que mimetizam, com engenho e imaginação, aquilo que podemos interpretar como um conjunto de negativos de um rolo fotográfico, testemunho de particulares vivências. O segundo prémio, “Bienal Internacional de Arte de Espinho”, foi entregue a Diana Costa, com a obra “Além do Conflito: A Mão que Une e Constrói”, acrílico e colagem sobre tela de 2024. Através dela, a artista oferece-nos o seu olhar pleno de simbolismo sobre os memórias doces de um tempo que se saboreava com deleite, em contraciclo com o mundo de hoje, a correr a mil à hora. O terceiro prémio, “Prémio Especial do Júri”, distinguiu a obra “Objetos Pesados, 2024/25”, de Cecília Lima, uma instalação dada a múltiplas interpretações e que representa, em última análise, uma cidade imaginária com um conjunto de edifícios unidos por aquilo que os separa.

O júri decidiu atribuir menções honrosas a Maria Meijide, com “Memórias, blá, blá… 2023”, Nicoleta Sandulescu, com “Habitar o Corpo, 2022/2023”, Susana Bravo, com “Joint Present, 2023”, Benedita Kendall, com “Esforços Construtivos, 2024”, Rita Paupério, com “Where the Wind, 2025”, José João, com “CUM LAUDE, 2023”, Mariana Laginha, com “Colchões, 2024” e Carlos Trindade, com “Em Tempos de Guerra (Ucrânia) II, 2023”. É bom cruzar o olhar com as obras enunciadas, mas a Bienal não se esgota nelas e há todo um conjunto de outros trabalhos igualmente dignos de nota. Ao contrário de anos anteriores, há menos “caras conhecidas” este ano, o que é sinónimo de vitalidade e renovação. Destacaria a presença de Mariana Duarte Santos e da Inês Pargana, duas extraordinárias artistas que nos oferecem a excelência do seu trabalho. Vale a pena, ainda, espreitar a explosão de cor de “Setênios”, de Joana Antunes, a geometria de “Desconstrução dos Cristais”, de Ari Vicentini, um excelente “N.1 (Piedade pela Carniça)”, de Luís Rodrigues ou o trabalho têxtil de Marita Setas Ferro. Boas visitas!

domingo, 1 de junho de 2025

CERTAME: Bienal’ 25 Fotografia do Porto



CERTAME: Bienal’ 25 Fotografia do Porto
Direcção geral | Virgílio Ferreira
Co-direcção artística | Jayne Dyer, Virgílio Ferreira
Porto, vários locais
15 Mai > 29 Jun 2025


Porque o futuro se constrói no presente, a Bienal’25 Fotografia do Porto parte do mote “Amanhã Hoje” para propor um programa de pensamento e acção que se inscreve no agora. Nesta quarta edição do certame, cinquenta e um artistas nacionais e estrangeiros procuram imaginar um mundo mais regenerativo e interdependente, convocando práticas artísticas e colaborativas que interrogam o tempo presente e ensaiam futuros possíveis. Com dezasseis exposições e quarenta e oito actividades a decorrer em diversos espaços da cidade, a Bienal afirma-se, assim, como uma plataforma de estudo e experimentação, no cruzamento entre investigação artística, prática curatorial e acção pública. O programa organiza-se em torno de quatro plataformas interligadas — “Conectar”, “Sustentar”, “Vivificar” e “Expandir” — através das quais a Bienal acolhe práticas que atravessam os mais diversos territórios e comunidades, promovendo modos plurais de relação entre imagem, ecologia, tecnologia, afeto e memória. Entre gestos de escuta, dispositivos especulativos e pedagogias situadas, a Bienal’25 constrói um presente atento, consciente e comprometido com o que ainda está por vir.

“Conectar” abre um diálogo e promove parcerias que aproximam ecossistemas artísticos diversos. Inscreve-se nesta plataforma, entre outros, “Luminófilos”, de Claudia Andujar, Pariacaca, Hoda Afshar, Christo Geoghegan e Smith, um projecto através do qual o colectivo se debruça sobre histórias apagadas, gestos de resistência aos legados coloniais e práticas visionárias ou rituais. “Peles de Imagens, Espelhos Luminosos”, de Sofia Borges, propõe uma leitura crítica e poética do tempo, da memória e da representação, materializada em formatos expositivos e performativos. O espaço “Sustentar” propõe uma reflexão sobre a sustentabilidade ecológica e social graças aos trabalhos de Carlos Trancoso, Joana Dionísio, Catarina Braga e Gonçalo C. Silva, em territórios distintos de Portugal como o Porto BioLab, o Geoparque Algarvensis, a Casa de Mateus e a região do Alqueva. O projeto “Vivificar” estabelece ligações entre artistas em residência e comunidades rurais da região do Douro através de processos participativos de criação, convocando temas como as relações entre humanos e natureza, sustentabilidade do território, migração e identidade. Estão neste caso os trabalhos de Lara Jacinto em Sabrosa, de Augusto Brázio em Torre de Moncorvo e de James Newitt em Meda.

“Expandir” apoia o desenvolvimento de projectos e produções expositivas de artistas emergentes cujas práticas entrelaçam estruturas sociais e ecológicas, interrogando as intersecções entre tecnologia, ecologia e resiliência humana. Insere-se neste contexto o projecto “A Extraterritorialidade da Toxicidade”, no qual estudantes do Royal College of Art investigam o impacto da toxicidade artificial em corpos humanos e não humanos, tomando o rio Douro como arquivo fluido de relações pós-naturais. Também nesta plataforma, estudantes do programa de Mestrado em Fotografia Documental da University of South Wales contribuem com a exposição “In Your Head: Obras–Conceitos–Processos”, que adopta uma abordagem lúdica e aberta à fotografia — por vezes introspectiva e íntima, por vezes monumental e expansiva. Em cocriação com um grupo de jovens do bairro da Pasteleira, Paula Preto desenvolveu o projeto “Com as Imagens Bonitas do que Desapareceu”, centrado numa ecologia dos afectos e das emoções, integrado no programa público de mediação da Bienal’25 Fotografia do Porto. Centro Português de Fotografia, Museu Nacional Soares dos Reis, Galeria Municipal do Porto, Galeria da Biodiversidade, Fundação Marques da Silva e Estação de Metro do Porto são alguns dos lugares que acolhem estas exposições. A entrada é gratuita.

sábado, 4 de janeiro de 2025

O MELHOR DE 2024: DANÇA, TERTÚLIAS, VIAGENS, OUTROS



10. CINEMA: “O Homem da Câmara de Filmar”
Realização | Buster Keaton, Edward Sedgwick
Interpretação: Buster Keaton, Marceline Day, Harold Goodwin, Sidney Bracey 
Batalha Centro de Cinema
07 Set 2024 | sab | 15:15

“ (…) Eis um filme com a marca ineludível de Buster Keaton. Desde as situações mais inverosímeis em que se deixa envolver, ao domínio do corpo e às capacidades acrobáticas, tudo com o sentido da maior precisão e rigor, Buster Keaton mostra que o seu filme não é uma mera sequência de vinhetas, embora a história careça de alguma coesão. Os cinco minutos ou mais gastos com Buster imitando um jogo de beisebol num estádio dos Yankees totalmente vazio são absolutamente supérfluos, mas tudo isso faz parte da diversão. Infelizmente a marca MGM fez prevalecer a sua força, incapaz de entender os métodos de trabalho de Buster Keaton, a espontaneidade livre do seu processo criativo, a sua expressão inexpressiva”. Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2024/09/cinema-o-homem-da-camara-de-filmar.html
 


9. OPERETA: “A Nossa Aldeia”,
de Egas Moniz
Adaptação, direcção artística, encenação e cenografia | Leandro Ribeiro
Interpretação | Marco Nunes, Sara Moreira, José António Stréna, Ana Paula Lapas
Cine Teatro de Estarreja
30 Nov 2024 | sab | 21:30

“ (…) Espectáculo que, na sua multidisciplinaridade, abraça a figura eclética, dinâmica e empreendedora de Egas Moniz, “A Nossa Aldeia” é um arrojado exercício artístico que contou com o envolvimento de mais de uma centena de elementos, entre actores, figurantes, músicos e equipa técnica. A união do texto original com um aturado trabalho de investigação sobre a vida e obra do Nobel da Medicina forneceu a matéria-prima para a construção dos vários quadros que a peça contempla, aos quais Leandro Ribeiro soube acrescentar emoção, ironia e humor em doses generosas, desenhando um retrato de época que, bem vistas as coisas, acaba por se revelar particularmente actual. Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2024/12/opereta-nossa-aldeia.html



8. DANÇA: “Bantu”
Direcção artística | Victor Hugo Pontes
Interpretação | Dinis Abudo Quilavei, Dinis Duarte, João Costa, José Jalane, Maria Emília Ferreira, Marta Cardoso, Osvaldo Passirivo
Centro de Artes de Ovar
23 Fev 2024 | sex | 21:30

“ (…) “Bantu” estabelece pontes entre Portugal e Moçambique, ao mesmo tempo que promove a circulação e internacionalização da dança. Acerca do projecto, podemos ler que “Bantu é um caminho por traçar, e o percurso é feito entre dois países com afinidades complexas e memórias profundas um do outro”. Para criadores e intérpretes, “este é também um lugar que desejamos ocupar, um lugar diferente para cada um dos corpos que o habita, partilhado nas feridas que rasga, titubeante no trilho que percorre; um lugar exuberante na celebração da comunidade reunida em palco” (…)”. Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2024/02/danca-bantu.html



7. CONCERTO: “Pítia – Vasos de carne, palavras do Céu”
Ensemble Irini
Direcção musical | Lila Hajosi
Cistermusica – 32º Festival de Música de Alcobaça 2024
Mosteiro de Alcobaça – Refeitório
14 Jul 2024 | dom | 18:00

“ (…) Sacerdotisas dos templos de Delfos e de Cuma, profetisas do mundo antigo e arautos dos conselhos dos deuses, as doze Sibilas fascinaram Roland de Lassus com as suas figuras oníricas e evocadoras de lugares maravilhosos e longínquos (Sibila Pérsica, Líbica, Cumana, Helespontíaca, Délfica…). São elas que voltam a encantar com os seus cantos delicados, que nos mergulham num transe harmonioso e enigmático. No seu cantar, a enorme riqueza cromática reveste uma música plena de significados, convidando a visitar lugares de mistério e despojamento, numa viagem sensorial única e irrepetível”. Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2024/07/concerto-pitia-vasos-de-carne-palavras.html

 

6. EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA: “Os Sobreviventes”,
de Pedro Lopes
🖤 GALERIA, Rua Gomes Freire nº1
09 Mar > 21 Abr 2024

“ (…) Entremos, pois, no “prédio da Marimar”. É lá que somos acolhidos de braços abertos pela D. Ana do Delmar, com ela lembrando viagens de tempos idos, quando nem sonhávamos com ryanair’s, airbnb’s e tripadvisor’s. Também pelo Senhor Lopes, com quem partilhámos gloriosas noitadas de ping-pong na sede do Orfeão, ali aos Combatentes; ou pelo Paciência e o seu brio na afinação das “máquinas” a pedal; ou pelo Coutinho e o dedo para a cozinha que é parte do seu ADN. De quase todas estas pessoas guardamos uma palavra avisada, um conselho, uma opinião, uma atenção. Daí que “Os Sobreviventes” seja uma mostra do domínio dos afectos”. Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2024/03/exposicao-de-fotografia-os-sobreviventes.html



5. EXPOSIÇÃO: “O Castelo Surrealista de Mário Cesariny”
MAAT - Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia
05 Out 2023 > 04 Mar 2024

“ (…) A legitimidade das filiações propostas nesta exposição só deve ser questionada poeticamente. Recua-se, por isso, à Antiguidade, à Idade Média, ao romantismo e ao simbolismo para chegar aos tempos e às poéticas coincidentes com as afinidades eletivas de Cesariny, colocando tudo isto em diálogo com os seus amigos ou companheiros de geração e com os estratos culturais populares e extra-ocidentais que tanto lhe importavam. Os desenhos e a pintura de Mário-Henrique Leiria, Cruzeiro Seixas, António Maria Lisboa, Alexandre O’Neill, Marcelino Vespeira, Gonçalo Duarte ou Malangatana, a fotografia de Vitor Palla e Fernando Lemos ou a escultura de Reinata Sadimba aí estão para o comprovar”. Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2024/01/exposicao-o-castelo-surrealista-de.html

 

4. TERTÚLIAS LITERÁRIAS: “Conversas às 5”,
com Aurelino Costa
Participação especial | Francisco Bereny Domingues
Centro de Reabilitação do Norte
20 Jun 2024 | qui | 17:00

“ (…) “Como se fosse uma liturgia”, o recital fluiu nas asas do improviso, com os poemas e a música a mostrarem-se individualmente ou a despontarem “de mãos dadas”. Às “Canciones Populares Catalanas”, com arranjo de Miguel Llobet, foi Francisco Bereny Domingues buscar duas preciosas peças, “El Testament d’Amelia” e “Cançó de Lladre”, abrindo o recital com sensibilidade e emoção. “As palavras adormeceram / na madrugada em que partiste”, declama o poeta que lança o olhar sobre “dedos entrelaçados sem laços” e “barcos ancoradas neste nó de garganta” (…)”. Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2024/06/tertulia-literaria-conversas-as-5.html



3. VIAGEM LITERÁRIA: “Zeca Afonso, Cantor e Poeta”
Criação artística | Carla Gomes e Carlos Campos
Coimbra e Aveiro, vários locais
29 Jun 2024 | sab | 13h30

“ (…) “A cidade é um chão de palavras pisadas”. É no Largo da Sé Velha que a viagem principia. Olhamos o espaço em volta e tudo nos faz lembrar Zeca Afonso. Quantas vezes não terá pisado as pedras deste chão? Quantas vezes não terá tocado e cantado nas escadinhas da Sé? Arautos de uma poesia rica e viva, uma dezena de actores dá voz à palavra. Numa esplanada de café ou no salão do Ateneu, escutam-se poemas. Em frente à casa onde viveu “o trovador da liberdade”, as palavras de Zeca Afonso levam-nos ao encontro de Catarina Eufémia, Teresa Torga e Alípio de Freitas”. Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2024/06/viagem-literaria-zeca-afonso-cantor-e.html



2. EXPOSIÇÃO: “Plug-In”,
de Joana Vasconcelos
MAAT - Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia
28 Set 2023 > 08 Abr 2024

“ (…) Um bom exemplo disso é a peça “Árvore da Vida”, inspirada na escultura de Apolo e Daphne, de Gian Lorenzo Bernini. Um trabalho monumental, surgido durante o confinamento devido à pandemia de Covid-19 e que partiu do pedido da artista aos artesãos que com ela trabalham para que se ocupassem da produção de folhas. São 140.000, no total, todas bordadas à mão, assentes em 354 ramos que dão forma a uma árvore com mais de 13 metros de altura. Criação site-specific para a Sainte-Chapelle de Vincennes, em Paris, a obra reforça a verticalidade do vínculo entre terra e céu, mundano e espiritual. Adaptada agora ao espaço do MAAT, prossegue o diálogo com as especificidades da arquitetura, ao mesmo tempo que combina perícia manual e eletricidade, estabelecendo na perfeição a ligação entre “arte e tecnologia” (…)”. Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2024/02/exposicao-plug-in.html



1. DANÇA: “The Köln Concert”
Schauspielhaus Zürich Dance Ensemble
Coreografia, encenação, banda sonora, figurinos | Trajal Harrell
Interpretação | New Kyd, Maria Ferreira Silva, Trajal Harrell, Rob Fordeyn, Thibault Lac, Songhay Toldon, Ondrej Vidlar
Rivoli - Grande Auditório
13 Set 2024 | sex | 19:30

“ (…) Com um solo de abertura ao som da voz de Joni Mitchell, Trajal Harrell sobe ao palco sozinho e depois povoa-o com criaturas marginalizadas transformadas em indivíduos independentes, desafiando o seu abandono em momentos de dor, sensualidade e adversidade. Nesse início de espectáculo, rapidamente se percebe que o desafio artístico não recai apenas sobre os intérpretes. A plateia é chamada a “ler” a peça, mas o livro que tem nas mãos está escrito em braille. De leitura imediata só os figurinos, determinantes na identificação de estratos sociais díspares, elementos que encontram prolongamento na música, na forma diversa como cada indivíduo a sente e vive. Mais subtilmente, o corpo como memória colectiva acaba por se impor, já que a ausência de contacto físico, traço indelével do carácter deste “The Köln Concert”, remete para tempos de incerteza e angústia”. Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2024/09/danca-koln-concert.html