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quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

O MELHOR DE 2025: FOTOGRAFIA



10. A Vida das Abelhas”
Helena Ramos
Curadoria | Ricardo Nicolau
Novo Banco Revelação 2025
Museu de Arte Contemporânea de Serralves
21 Out 2025 > 05 Abr 2026

“ (…) A jovem artista, formada em Arquitectura e natural de São Paulo, trabalha a fotografia como uma forma de encontro — com amigos, corpos, espaços e afectos —, construindo um arquivo visual da convivência. No centro da sua prática está a ideia de relação, uma ética e uma estética do “viver junto” que a aproxima, paradoxalmente, das abelhas de Maeterlinck: seres cuja sobrevivência depende da presença do outro”. Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/11/exposicao-de-fotografia-vida-das.html



9. Time Stands Still. Fotografias, 1980–2023
Jeff Wall
Curadoria | Sérgio Mah
MAAT - Museu de Arte, Arquitectura e Tecnologia
23 Abr > 01 Set 2025”

“ (…) Nas suas imagens, Jeff Wall convida à contemplação do instante suspenso, frequentemente marcado por uma ambiguidade narrativa. As cenas sugerem acontecimentos em curso ou por acontecer, operando como fragmentos de histórias cujo desfecho permanece desconhecido. Este efeito de suspense – presente em obras como "Insomnia” (1994), “A Fight on the Sidewalk” (1994) ou “Parent child” (2018) – introduz um sentimento de estranheza e dúvida, revelando tanto o banal como o enigmático nas situações retratadas. Através desta micrologia do instante, Wall explora a complexidade da percepção contemporânea, sublinhando a dificuldade em distinguir o visível do invisível, o real do construído”. Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/08/exposicao-de-fotografia-time-stands.html



8. Venham Mais Cinco - O Olhar Estrangeiro Sobre a Revolução Portuguesa
Vários artistas
Curadoria | Sérgio Tréfaut
Parque Empresarial da Mutela, Almada
24 Mai > 24 Ago 2025

“ (…) Quase tudo era surpreendente para os estrangeiros: a situação política inédita num país europeu, o quotidiano dos portugueses, a forma como a política entrava na vida da população. Eram fotógrafos experientes. Tinham um olhar incisivo, procuravam imagens para as capas das revistas de maior tiragem, mas também revelavam empatia, encantamento e genuíno interesse antropológico. Durante cerca de um ano e meio, fotografaram tudo”. Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/08/exposicao-de-fotografia-venham-mais.html



7. (d) A Espantosa Realidade das Coisas
Adelino Marques
Textos | Maria Afonso
Casa dos Livros - Faculdade de Letras Universidade do Porto
17 Out > 16 Dez 2025

“ (…) Distribuída por cinco núcleos, a exposição apresenta variações de um mesmo impulso: transformar a paisagem em pensamento visual, em matéria sensível que une técnica e intuição. As pequenas derivas de densidade, contraste ou velocidade de obturação revelam não só o que está diante da câmara, mas também o que vibra por detrás: a nascente escondida entre pedras, o silêncio líquido de uma ponte antiga, o labor discreto das mãos que moldam casas e destinos. É nesse território íntimo que as imagens sugerem a sobrevivência de um sagrado difuso, mais respirado do que declarado”. Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/12/exposicao-de-fotografia-d-espantosa.html



6. Photographo
Alfredo Cunha
Curadoria | David Santos
Encontros da Imagem de Braga 2025
Zet Gallery
19 Set > 26 Out 2025

“ (…) Aos 70 anos de idade, justo é reconhecer na obra de Alfredo Cunha um testemunho humanista que ajuda a preservar a memória colectiva, especialmente precioso para as gerações que não conheceram a repressão do Estado Novo. A sua capacidade de capturar a energia, o drama e a esperança nos rostos das pessoas, levam-nos a olhá-lo como uma voz visual da verdade, cuja obra vai muito além do simples registo documental, refletindo um compromisso profundo com a liberdade e a justiça social”. Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/10/exposicao-de-fotografia-photographo.html



5. A Terra e os Camponeses - Trás-os-Montes na Década de 1980
Georges Dussaud
Curadoria | Alexandre Castro
Centro de Fotografia Georges Dussaud
Exposição de Longa Duração

“ (…) Ao privilegiar o espaço rural transmontano, Dussaud fez deslocar o foco do discurso modernizador dominante, propondo uma leitura contra-hegemónica da contemporaneidade. As suas imagens funcionam, assim, como dispositivos de observação etnográfica e, simultaneamente, como construções estéticas que problematizam as noções de autenticidade e intemporalidade”. Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/10/exposicao-de-fotografia-terra-e-os.html



4. Inocentes
Garcia de Marina
Curadoria | Aitor Martínez Valdajos
Centro Português de Fotografia
19 Jul > 12 Out 2025

“ (…) Ao trazer para fora do contexto um objecto tão banal como o peão, o artista transpõe os limites da realidade e das convenções, criando imagens cuja natureza instigante, sentido crítico e humor refinado, provocam o espectador, forçando-o a exercitar a mente, a romper com os estereótipos e a descobrir novas ideias e sentidos. Despojados da sua essência, prontos para serem reinventados, os inocentes de Garcia de Marina assumem uma desassombrada irreverência, desafiando o óbvio, apontando novos caminhos e chamando a atenção para a força dos mais fracos”. Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/08/exposicao-de-fotografia-inocentes.html



3. Claudia Andujar & Os Yanomami
Claudia Andujar
Curadoria | Thyago Nogueira
Bienal ’25 Fotografia do Porto
Centro Português de Fotografia
15 Mai > 29 Jun 2025

“ (…) Nesta exposição agora patente na Sala Aurélio da Paz dos Reis do Centro Português de Fotografia, é possível acompanhar o trabalho da fotógrafa nas várias fases do seu envolvimento com a comunidade Yanomami, desde a descoberta de uma nova cultura ao amadurecimento do seu trabalho, à medida que foi passando mais tempo na floresta. Em seis ecrãs de grandes dimensões, as imagens vão-se sucedendo e relacionando-se entre si, acrescentando novos significados à fotografia da artista. Na mente do visitante fica um corpo de trabalho que se faz de resistência e luta, mas também de respeito pelo modo de vida das minorias indígenas”. Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/06/exposicao-de-fotografia-claudia-andujar.html



2. Transfigurações da Paisagem
Adelino Marques
Biblioteca Municipal Eduardo Lourenço, Guarda
12 Jul > 20 Set 2025

“ (…) Esta capacidade de ver o mundo de outro modo não é um mero jogo estético: é uma forma de perturbação. É a fotografia - “simulacro de ascensão, inversão do devir” - a baralhar aquilo que dávamos por garantido, a reconfigurar a nossa forma de habitar a paisagem, de pensá-la e, em última instância, de a imaginar. Transfigurar a paisagem não é manipulá-la: é devolver-lhe a sua capacidade de nos tocar. E, por vezes, basta uma imagem para nos lembrar que o mundo, tal como a arte, nunca se oferece todo de uma só vez”. Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/09/exposicao-de-fotografia-transfiguracoes.html



1. Zanele Muholi
Curadoria | Inês Grosso, Filipa Loureiro
Museu de Arte Contemporânea de Serralves
10 Abr > 12 Out 2025

“ (…) Além de oferecer uma visão abrangente da prática de Muholi, a exposição revisita momentos marcantes da história da África do Sul, desde os anos sombrios do apartheid até à luta contínua pela igualdade e pelos direitos humanos. Em Portugal, onde o legado colonial continua profundamente enraizado na sociedade, esta mostra oferece uma oportunidade única para uma reflexão crítica sobre as implicações históricas e culturais da discriminação e opressão, enquanto nos lembra da urgência de debater questões como a identidade de género e cultural, a memória e a justiça social”. Tudo para ler em https://errosmeusmafortunaamorardente.blogspot.com/2025/04/exposicao-de-fotografia-zanele-muholi.html

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA: “Inocentes” | Garcia de Marina



EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA: “Inocentes”,
de Garcia de Marina
Curadoria | Aitor Martínez Valdajos
Centro Português de Fotografia 
19 Jul > 12 Out 2025


À semelhança dos peões num jogo de xadrez, o povo é frequentemente subestimado nas estruturas de poder. No entanto, são essas peças aparentemente fracas que, com estratégia e perseverança, podem atravessar o tabuleiro e transformar-se em rainhas. Pequenos, descartáveis, lançados às feras nos mais variados contextos, são os peões que abrem o jogo, que protegem as demais peças e progridem até ao fim para alterarem o rumo da partida. No preto e branco quotidiano, talvez sejam percebidos como apenas mais um na multidão de peças empurradas pela vida. Mas não desistem do sonho de virem a cruzar o tabuleiro dos dias, vencendo as diagonais da injustiça e, quem sabe, chegando ao fim convictos de terem sido a chave de um glorioso xeque-mate. Garcia de Marina chama-lhes “inocentes”, faz deles o fulcro da sua fotografia e eleva-os à categoria de agentes decisivos nos mais variados contextos, do político ao social, do filosófico ao lúdico. “Inocentes”, que fazem título de uma exposição apresentada pela primeira vez em Portugal, uma série de enorme impacto, situada no domínio criativo da poesia visual.

O povo unido jamais será vencido. Inscrita de forma tão vincada no ideário da liberdade, a frase ocorre com inusitada frequência ante a força e o significado das imagens que vão desfilando ao olhar do visitante. Apresentada como um diálogo entre o observador e a imagem, “Inocentes” revela, através da fotografia, o labor criativo de Garcia de Marina, assente numa perspectiva conceptual e minimalista. A sua visão distingue-se pela busca do complexo numa simplicidade apenas aparente. Ao trazer para fora do contexto um objecto tão banal como o peão, o artista transpõe os limites da realidade e das convenções, criando imagens cuja natureza instigante, sentido crítico e humor refinado, provocam o espectador, forçando-o a exercitar a mente, a romper com os estereótipos e a descobrir novas ideias e sentidos. Despojados da sua essência, prontos para serem reinventados, os inocentes de Garcia de Marina assumem uma desassombrada irreverência, desafiando o óbvio, apontando novos caminhos e chamando a atenção para a força dos mais fracos.

O All About Photo chamou-lhe “poeta do prosaico”, o Humor Sapiens rendeu-se às suas “metáforas visuais” e o Photo Chismes quis saber “onde termina a fotografia e começa o próprio sujeito”. Nascido em Gijón, em 1975, Garcia de Marina emergiu de uma profunda transformação aos 35 anos, altura em que uma paixão adormecida pela fotografia cruzou as barreiras da intimidade e deu início a uma carreira brilhante. Em Avintes, no âmbito do Festival iNstantes de 2023, o fotógrafo trouxe-nos “A Halt to Survive (Pandemic Times)”, um olhar inteligente e acutilante sobre os tempos pandémicos e que teve uma oportuna reposição no Centro de Reabilitação do Norte, em Março deste ano. De regresso ao nosso país, o artista mostra no Centro Português de Fotografia aquela que é a sua série mais comprometida, repleta de narrativas e significados não imediatamente perceptíveis. Num tempo em que testemunhamos diariamente o intensificar dos conflitos armados, das desigualdades e das discriminações, “Inocentes” expressa a urgência de continuar a defender os valores da liberdade, da justiça e da paz.

quinta-feira, 20 de março de 2025

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA: "A Halt to Survive (Pandemic Times)" | Garcia de Marina



EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA: “A Halt to Survive (Pandemic Times)”,
de Garcia de Marina
iNstantes - Propostas Fotográficas #109
Centro de Reabilitação do Norte
19 Mar > 23 Abr 2025


Cinco anos decorridos sobre os primeiros casos (e as primeiras mortes) directamente relacionados com o coronavírus, já quase não se fala de uma pandemia que pôs o país em pausa mais de setecentos dias, entre cercas sanitárias, estados de emergência nos momentos críticos e situações de alerta no abrandar do número de casos. Sabemos hoje que, tal como se esperava, o vírus evoluiu para formas menos letais, mas vale a pena não esquecer os seus efeitos devastadores, com mais de 5,6 milhões de pessoas infectadas em Portugal (mais de metade da população) e cerca de 29 mil óbitos. Numa altura em que os cientistas vêm alertando para o risco de aparecimento de novas e mais agressivas variantes do coronavírus, importa perguntarmo-nos sobre o que aprendemos com a pandemia e se estaremos preparados para um novo embate. A exposição de Garcia de Marina, que acaba de ser inaugurada no Centro de Reabilitação do Norte, não responde a nenhuma destas questões, mas reforça a necessidade de reflectir sobre elas, graças a um conjunto de imagens que, muito subtilmente, transportam em si as nossas interrogações.

Num tempo de grande desinformação e manipulação da opinião púbica, baixar a guarda afigura-se uma imprudência cujas consequências podem ser dramáticas. Por esse motivo, uma exposição como “A Halt to Survive (Pandemic Times)” não poderia ser mais apropriada, recuperando uma tragédia que recheou o quotidiano de incertezas e alterou o nosso olhar perante a vida, como perante a morte. A obrigatoriedade da máscara, o encerramento dos espaços, o distanciamento social, as quarentenas forçadas, as filas de ambulâncias, os funerais sem adeus, os testes rápidos ou as vacinas, ganharam preponderância num mundo fechado a cadeado. É este mundo que Garcia de Marina traz de novo para primeiro plano graças às memórias que suscita, feitas de vivências nítidas a oscilarem entre o doloroso e o épico. Ao mesmo tempo, poder mostrar esta exposição num espaço que não ficou imune ao coronavirus – e que continua, ainda hoje, a reabilitar vítimas da pandemia, nomeadamente aquelas afectadas por essa nova entidade clínica designada por “long COVID” –, apenas reforça o seu significado e importância.

Olhando cada uma das imagens, percebemos que Garcia de Marina elege o objecto como meio de expressão. O seu trabalho gira entre as ideias e a intuição, entre o real e o onírico. O peso do seu olhar está no simbolismo, na carga emocional, na essencialidade, na ligação aleatória dos elementos, no convite formulado a que relacionemos um teste rápido com um sinal de trânsito, uma agulha com uma ampulheta ou um pedaço de arame farpado com a silhueta de uns pulmões. É um trabalho de suma inteligência, pontuado de humor e irreverência, que transforma e imprime novas identidades aos objectos, que se insurge contra o óbvio e abraça a grandeza que reside no que é simples. Naquilo que se esconde para lá do visível reside o fascínio da fotografia de Garcia de Marina, cuja visão marcadamente surrealista se assume como legítima herdeira dos paradoxos de Magritte ou da singeleza de Miró. “A Halt to Survive (Pandemic Times)” remexe o passado como quem busca certezas, faz-nos reviver a incógnita de um jogo com um adversário invisível e pergunta-nos, uma e outra vez, o que aprendemos com tudo isto.

quinta-feira, 18 de maio de 2023

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA: "A Halt to Survive (Pandemic Times)"


[Clicar na imagem para ver mais fotos]

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA: “A Halt to Survive (Pandemic Times)”,
de Garcia de Marina
iNstantes - Festival Internacional de Fotografia de Avintes
Casa da Cultura de Avintes
28 Abr > 31 Mai 2023


García de Marina nasceu em Gijón (Espanha), em 1975, e revelou-se como fotógrafo trinta e cinco anos depois. Uma paixão adormecida pela fotografia rompeu as barreiras da intimidade, dando início a uma vertiginosa carreira fotográfica caracterizada pela reflexão implícita em cada uma das suas imagens. No espaço de um ano, o artista entregou-se ao mundo da fotografia, revelou o insólito do seu olhar nas redes sociais e apresentou o seu trabalho em várias exposições. Garcia de Marina elege o objecto como meio de expressão. O seu trabalho gira em torno da intuição e das ideias, do surrealismo, do mundo do subconsciente e dos sonhos. Interessa-lhe o simbolismo, a carga emocional, a essencialidade, a ligação aleatória de elementos sem qualquer relação aparente, sejam eles um garfo, um fósforo, uma mola da roupa ou uma casca de ovo. É um trabalho que trata a realidade com humor e irreverência, que transforma e imprime novas identidades aos objectos, que se insurge contra o óbvio e abraça a grandeza que reside no que é simples.

Fiel à natureza dos seus projectos, o artista lança um olhar sobre a pandemia de Coronavirus que virou o nosso mundo do avesso e é apontada como a causa de quase sete milhões de mortes em 228 países e territórios. Série de vinte e três fotografias que pretende destacar os acontecimentos resultantes da pandemia, “A Halt to Survive (Pandemic Times)” convida o visitante a reviver alguns dos momentos chave da tragédia. Uma tragédia que mudou as nossas vidas, instalando-se numa rotina povoada de incertezas, alterando o nosso olhar perante a vida, como perante a morte. A obrigatoriedade da máscara, o encerramento dos espaços, o distanciamento social, as quarentenas forçadas, as filas de ambulâncias, os funerais sem adeus, os testes rápidos ou as vacinas ganharam preponderância num mundo fechado a cadeado. Garcia de Marina olha-os de forma cirúrgica. Confere um valor real à abstracção que reside num número. Põe em perspectiva cada um dos elementos e partilha connosco esse seu olhar.

Depuradas, resumidas ao essencial, as obras surgem aos nossos olhos numa base conceptual e minimalista. Na sua simplicidade aparente, as imagens guardam a força dos símbolos. Inquietam, interrogam, confrontam. Convocam momentos muito presentes na memória. As vivências permanecem nítidas, as recordações basculam entre o doloroso e o épico. A máscara regressa ao rosto e o ar volta a rarefazer-se. Os dados estão lançados, a cada um a sua história. O hall de entrada da Casa da Cultura de Avintes, “sala de visitas” do Festival iNstantes, transforma-se num espaço de reflexão. Remexe-se o passado como quem busca certezas. Revive-se a incógnita de um jogo com um adversário invisível. Pergunta-se, pela milionésima vez, o que aprendemos com tudo isto. Estas e outras emoções tomam conta de nós, enquanto Garcia de Marina assente com um sorriso. É a fotografia (a arte) a mergulhar na realidade, a desempenhar o seu papel enquanto mobilizadora de interesses e vontades. A fazer de nós pessoas mais atentas e intervenientes, pessoas melhores.