Páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta Xilogravura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Xilogravura. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 12 de novembro de 2024

EXPOSIÇÃO: “O Teatro Kabuki e a Estampa Japonesa: Tradição e Transição”



EXPOSIÇÃO: “O Teatro Kabuki e a Estampa Japonesa: Tradição e Transição”
Museu do Oriente - Galeria Nascente
27 Set > 29 dez 2024


Vibrantes, dramáticas, provocadoras, e intelectuais - o Teatro Kabuki e a xilogravura Ukiyo-e (cuja tradução é “imagem do mundo flutuante”) são duas das formas de arte mais proeminentes do mundo. Emergiram simultaneamente no seio da cultura popular japonesa do século XVII e, durante quase trezentos anos, prosperaram em conjunto. A singularidade de cada uma é produto tanto da tradição, como da sua capacidade de adaptação. “O Teatro Kabuki e a Estampa Japonesa: Tradição e Transição” junta noventa e uma estampas Japonesas pertencentes ao acervo do Museu do Oriente, as quais retratam o Kabuki oitocentista, entre o final do Período Edo e o início do Período Meiji. Fascinantes imagens de actores, peças e camarins documentam a prolífica relação entre o palco e uma indústria massificada de xilogravuras. Uma era de transição que marca a união final destas duas práticas e que assinala a transformação do Kabuki num orgulhoso símbolo de identidade nacional. Hoje, com mais de quatro séculos de história e desde 2005 proclamado Património Cultural Imaterial da UNESCO, o Teatro Kabuki é uma arte viva e a sua popularidade intemporal. Outrora consideradas efémeras e descartáveis, os milhares de estampas Ukiyo-e sobreviventes são estimadas como uma expressão artística única e uma janela para o incrível universo do Kabuki.

O Teatro Kabuki teve a sua origem no início do século XVII nas planícies fluviais da cidade de Quioto, com as danças provocadoras e pouco convencionais de mulheres e jovens rapazes. No entanto, o palco principal para o desenrolar da sua história foi Edo, actual Tóquio, sede feudal do governo militar Tokugawa e da sua repressiva autocracia samurai entre 1603 e 1868. Neste agitado centro urbano, o Kabuki prosperou como uma expressão de música, dança e teatro, adorada pelos cidadãos comuns. Convenções de representação únicas deram vida às peças inspiradas no quotidiano, nos contos históricos, ou na ficção romântica. Foi visto pelo governo como extravagante, disruptivo e uma ameaça à ordem social, banindo as mulheres do palco, em favor de um elenco inteiramente masculino, e exilando os teatros para a periferia da cidade, perto do bairro de prazer de Yoshiwara. Em 1868, uma revolução pôs fim ao regime Tokugawa e o novo governo do imperador Meiji (r. 1868 - 1912) reconhece na popularidade inabalável do Kabuki uma ferramenta essencial para a construção de uma sociedade moderna, respeitável aos olhos de aristocratas e recém-chegados Ocidentais. Os teatros mudam-se para uma prestigiada localização central, perto do Castelo de Tóquio. Não mais ostracizado, o Kabuki foi elevado ao estatuto de teatro nacional.

Através de noventa e uma estampas e onze objectos, acervo da Fundação Oriente nunca antes exposto, “O Teatro Kabuki e a Estampa Japonesa: Tradição e Transição” destaca a fascinante relação entre a xilogravura e o teatro popular japonês. A exposição abre com um convite à experiência do teatro: cenas de peças famosas projectadas em grande escala, enquadradas pela recriação de um palco tradicional com o seu passadiço hanamachi. A partir daqui, a exposição mostra o Kabuki dentro e fora do palco, ilustrada por cartazes, trajes, perucas e outros adereços. Em seguida, explora-se a função promocional das estampas com imagens sobre o seu processo de fabrico e uma animação que identifica estampas com retratos de celebridades e de grandes clãs teatrais, cuja reputação cimentaram ao longo de gerações. Centrando-se agora no palco, a exposição apresenta cenas de peças famosas, extraídas da literatura popular e erudita, ou inspiradas na história, mitologia ou vida quotidiana. Uma selecção de estampas raras dá ainda a conhecer as particularidades da cultura teatral de Osaca, segunda grande cidade do Kabuki. A exposição termina com estampas do período pós-revolução Meiji, revelando como a tradição teatral abraçou novos temas e perspectivas, inspirados na liberdade e modernização.

segunda-feira, 29 de julho de 2024

EXPOSIÇÃO: "A Arte do Conflito"



EXPOSIÇÃO: “A Arte do Conflito”
Vários artistas
Tribunal da Relação do Porto
09 Mai > 15 Dez 2024


Desde tempos imemoriais que o conflito marca e define o mundo da Arte. Seja porque as várias manifestações artísticas são, elas mesmas, geradoras de conflitualidade – veja-se “A Origem do Mundo”, de Gustave Courbet, ou “A Fonte”, de Marcel Duchamp, por exemplo –, seja porque a produção artística decorre do próprio conflito – os trabalhos de Arte Urbana de Banksy ou de Bordalo II são prova disso mesmo –, a relação entre os conceitos é flagrante e tem funcionado como mola propulsora de novas correntes e movimentos artísticos. A argumentação sobre interpretações e atribuições, avaliações e questões de propriedade é contínua, alimentando conversas e controvérsias. Os próprios museus, verdadeiros templos da sociedade civil, consensuais e pacificadores, erguidos como símbolos de bem-estar social, são infraestruturas, muitas das vezes construídas sobre saques de guerra, pilhagens, invasões ou expropriações culturais. Como afirma o Papa Francisco, “uma vida sem conflitos não é vida” e, portanto, a Arte existe enquanto artífice da paz que a todos une.

Patente ao público no Tribunal da Relação do Porto, em estreita ligação com o recém-inaugurado Museu do Conflito, “A Arte do Conflito” é uma mostra colectiva que se debruça, muito justamente, sobre esta relação íntima. Organizada pela Cooperativa Árvore, em parceria com o Tribunal da Relação do Porto, a exposição reúne trabalhos de pintura, escultura, xilogravura, vídeo e instalação, realizados expressamente para o efeito por um corpo de vinte e um artistas – Acácio de Carvalho, Alberto Péssimo, Ana Torrie, Benedita Kendall, Diana Costa, Domingos Loureiro, Emerenciano, Evelina Oliveira, Filipe Rodrigues, Humberto Nelson, Jas, Joana Rêgo, José Emídio, Manuela Pimentel, Mário Bismarck, Nettie Bunett, Paulo Neves, Rute Rosas, Susana Bravo, Teresa Gil e Zulmiro de Carvalho. “Discursos de Poder”, “Justiça Cega”, “Além da Balança”, “Clemência e Justiça” ou “Conflito” são apenas títulos de algumas das obras expostas, espelho de uma unidade temática interpretada das mais variadas formas e que nos vem dizer que a Arte irrompeu no Tribunal.

Tomando conta dos belíssimos Passos Perdidos do terceiro piso, “A Arte do Conflito” estabelece um interessante diálogo com o conjunto de cinco painéis a fresco que dominam o espaço, da autoria de António Coelho de Figueiredo, que procuram representar os últimos destinos do Homem: Morte, juízo, inferno e paraíso, com um painel central intenso e vivo, no qual é representado Moisés a aceitar os Dez Mandamentos no Monte Sinai, numa referência ao Código Divino. A cada peça a sua leitura, mas é impossível não estabelecer relações entre uma venda nos olhos e uma balança de onde pendem flores, um conjunto de alvos e a palavra “inimigo”, uma mulher a afogar-se e um dedo que aponta. Como afirma José Igreja Matos, Presidente do Tribunal da Relação do Porto, “(…) um renovado alento emerge nas obras de arte agora expostas. É tempo de ir ao encontro de uma escolha que abjura a violência e celebra a paz, permitindo sair de nós mesmos, ao encontro do que é único, irrepetível.”

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

EXPOSIÇÃO DE PINTURA: "Somos todas as Cores" | Hein Semke


[Clicar na imagem para ver mais fotos]

EXPOSIÇÃO DE PINTURA: “Somos todas as Cores”,
de Hein Semke
Curadoria | José Gameiro
Museu de Portimão
15 Mai > 14 Nov 2021

O Museu de Portimão está a festejar o seu décimo terceiro aniversário e assinala a efeméride com a exposição “Somos todas as Cores”, do ceramista e escultor alemão Hein Semke. Através de um conjunto de trabalhos de pintura, desenho, monotipia, escultura e xilogravura, realizados pelo artista em Portugal entre 1963 e 1976, a mostra é reveladora de uma forma de encarar a arte como um caminho para o conhecimento de si próprio e dos outros. Fruto da excepcional e generosa doação de Teresa Balté ao Museu de Portimão, as obras visam, no seu conjunto, sensibilizar os cidadãos para a importância da construção de uma sociedade mais justa, igualitária e intercultural.

A multifacetada, experimental e colorida forma de tratar o rosto, o corpo e a figura humana - em especial a feminina -, são a temática fulcral desta nova mostra, com curadoria de José Gameiro, que igualmente dá a conhecer a criativa espontaneidade e capacidade de expressão, o humor, o prazer de experimentar e desafiar que acompanha toda a obra de Hein Semke. É uma obra alegre, feliz, solar na sua enorme diversidade cromática, feita de formas fechadas, essenciais e austeras, resumindo a figura humana no volume do torso ou centrando-se na cabeça ou na máscara. Uma obra que, nos trabalhos sobre tela ou papel, recusa a ilusão da perspetiva, que cria volumes mínimos de camadas de tinta ao sobreimprimir monotipias, que usa a técnica da xilogravura para recuperar a tridimensionalidade no talhar das madeiras, por vezes transformadas em relevos autónomos, como no caso das matrizes da série “Parlamento”.

Seja nas suas expressões mais líricas, místicas ou de crítica, em “Somos todas as Cores” descobrimos uma parcela de Hein Semke e um lugar onde somos um todo único, num universo de múltiplas cores e numa sociedade intercultural, tal como ele refere no seu poema datado de 10 de Fevereiro de 1948: “Anel, sê redondo, / viver é colorido. / Cada dia tem a sua cor, / a que lhe é própria. / E cada ano / tem a sua harmonia de cores, / de modo que não há / um dia igual a “outro”. / E no fim, contudo, / - por muito variadas / que sejam as cores - / o anel fecha-se / num círculo eterno / no seu carácter único. / desta forma gostaria / de ser o teu anel, / todos os dias novo e colorido / sempre e só redondo / para ti.”

terça-feira, 10 de agosto de 2021

EXPOSIÇÃO: "Os Saqueados" | Samuel Ornelas


[Clicar na imagem para ver mais fotos]

EXPOSIÇÃO: “Os Saqueados”,
de Samuel Ornelas
Museu Júlio Dinis – Uma Casa Ovarense
12 Jun > 28 Ago 2021


“ (…) Em segundos, rompeu uma força de anos. O barulho era demasiado alto. As árvores estalavam umas nas outras como se fosse um incêndio. Rompeu. A enorme parede de cimento que comprimia, colapsou. Em instantes, milhões de metros cúbicos de lama e rejeito de minério de ferro formaram uma avalanche que engoliu tudo pelo caminho. Formou-se uma paisagem apenas de lama. Lama. Lama. Lama. Quilómetros de lama. Não mais se via uma árvore, uma casa, uma construção. Nada. Lama. Lama. Lama. Metros de altura de lama, quilómetros e quilómetros de lama. E debaixo da lama, pessoas, casas, animais, fotografias, electrodomésticos, carros, escolas, refeitórios, escritórios, autocarros. Pessoas a entrar na lama, a mergulhar e a sair com corpos nas mãos. A puxar. A tirar corpos e corpos. Pedaços de corpos. Corpos em pedaços. Pessoas. (…) ”
Sara Barros Leitão, excerto de intervenção sonora “Do Rio Que Tudo Arrasta” 

O texto de Sara Barros Leitão exprime os traços de uma tragédia. Foi assim em Brumadinho, no Estado de Minas Gerais, no dia 25 de Janeiro de 2019, o colapso de uma barragem de apoio a um complexo mineiro a causar a morte a 259 pessoas, às quais se devem somar 11 desaparecidos. Como terá sido, também, a cento e trinta quilómetros dali, pouco mais de três anos antes, com um acidente do mesmo género a assolar a cidade de Mariana e a provocar a morte a 18 pessoas, havendo ainda um desaparecido a lamentar. Neste último caso, estamos perante aquele que é visto como o desastre industrial com maior impacto ambiental da história brasileira, os ambientalistas a considerarem que os efeitos da poluição no oceano se prolongarão até ao próximo século.

Com “Os Saqueados”, pela mão de Samuel Ornelas, é nestes dois gigantescos desastres industriais da história brasileira recente que somos convidados a mergulhar. Patente ao público até ao próximo dia 28 de Agosto no Museu Júlio Dinis – Uma Casa Ovarense, a exposição é composta por duas xilogravuras a fio de grandes dimensões (“Liberdade Ainda Que Tardia I e II”), duas esculturas (“Corpo Vazio” e “Desenterro”), uma instalação (“Lágrimas de Lama”), um caderno de desenhos e uma intervenção sonora (“Do Rio Que Tudo Arrasta”, por Sara Barros Leitão). Percebido na sua essência, estamos perante um manifesto artístico que cumpre com o desígnio da própria arte, não o da produção ornamental, antes o de se constituir em forma de pensamento crítico sobre problemas sociais e ambientais muito concretos, reclamando um compromisso intelectual e político que ponha cobro à irresponsabilidade e à incúria.

Escutemos Sara Barros Leitão, a voz pausada, firme, cada palavra uma pedrada que fere e dói. Perante o nosso olhar, dois painéis ilustram o drama que a artista vai narrando. Neles, as figuras parecem erguer-se do nada. Num dos painéis, o mais próximo da entrada da sala, predominam os ocres, os laranjas, os vermelhos. Se este primeiro painel é o fogo (ou a lama), o segundo painel são as cinzas. Em ambos, destruição, desolação e morte. Pessoas como sombras que se movem em silêncio no meio do caos, que arrastam os seus mortos entre os escombros, que os carregam, inertes, por caminhos de fúria incontida. A instalação que ocupa o corredor pede-nos que a olhemos com olhos de ver. São “lágrimas de lama”, mananciais de dor e desespero derramados sobre o vazio que ocupa agora o lugar dos corações. Ouvimos Sara Barros Leitão citar Brecht: “Do rio que tudo arrasta diz-se que é violento. Mas ninguém chama violentas às margens que o comprimem.” Ouvimos e estremecemos. Lá fora o sol brilha, mas são ainda os despojos da tragédia que atraem o nosso olhar e amargam os nossos pensamentos. Que nos fazem crescer uma força nos dedos e nascer uma raiva nos dentes. Que nos impelem a agir.

segunda-feira, 14 de setembro de 2020

EXPOSIÇÃO: "onde a erva murmura" | Ana Torrie


[Clicar na imagem para ver mais fotos]

EXPOSIÇÃO: “onde a erva murmura”,
de Ana Torrie
Museu Júlio Dinis – Uma Casa Ovarense
04 Jul > 31 Out 2020


“Deixai toda a esperança, vós que entrais!”
Dante Alighieri, “Inferno”

“Onde a Erva Murmura” é o título de uma exposição de Ana Torrie que, desde o passado dia 04 de Julho, se encontra aberta ao público no acolhedor espaço do Museu Júlio Dinis – Uma Casa Ovarense. Através do conjunto de obras expostas, a artista convida-nos a uma viagem a um mundo fantástico, tornado real pelo reconhecimento dos nossos próprios medos, do nosso próprio eu, em cada uma das figuras que nele habitam. Que se prepare o visitante para encetar a travessia de vales de vento, lagos de lama, colinas de rocha afiada, rios de correntes iradas, cascatas de sangue e cemitérios de fogo, numa viagem ao mais fundo de si, essa espécie de “submundo Dantesco” onde a maldade reside e que, conflituando com o mundo em que vivemos, há muito nos faz enveredar por um processo auto-destrutivo de verdadeira descida aos infernos.

Licenciada em Escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, com Mestrado em Desenho e Técnicas de Impressão e uma Pós-graduação em Gravura, Ana Torrie tem no desenho a base do seu trabalho. Não espanta, pois, que a primeira peça desta exposição seja um Livro de Artista ricamente decorado a tinta-da-china onde se podem apreciar os esboços de “onde a erva murmura” sobre um livro impresso em hebraico. Nele encontramos um conjunto de sinais que prenunciam o vasto cenário onde se espelha toda uma paleta em tons de negro que se adensam e se aprestam a engolir-nos. A partir daqui tudo pode acontecer.

Assentes na cerâmica, xilogravura, matrizes de cobre e zinco e numa “sonoplastia imersiva de sons gerados a partir de peças da instalação”, os trabalhos expostos remetem para “O Inferno”, de Dante Alighieri, particularmente evidenciado na peça “viagem ao centro da terra”, os nove círculos girando continuamente ante o nosso olhar, repleto de imagens que prenunciam o medo e a dor. Ao longo da viagem, cruzaremos a selva e o monte onde nos esperam a loba, o leão e a pantera; visitaremos os círculos onde penam gulosos ou avarentos, heréticos ou traidores, Caronte e a sua barca à espera; cruzaremos a cidade de Dite, essa espécie de fronteira entre a culpa e o dolo; e, mergulhando no mais profundo da terra, alcançaremos o lago congelado das lamentações, feito das lágrimas dos condenados e dos rios do inferno que nele desaguam o seu sangue.

Se, esteticamente, as obras são de uma beleza ímpar, em termos de conceptualidade este é um trabalho irrepreensível, vivido e sentido em cada momento pelo espectador. A isso não será estranho o facto de nos encontrarmos sob os efeitos de um vírus pandémico e de grande parte destas obras ter sido feita em tempos de quarentena. A carga simbólica é, talvez por isso, avassaladora. Não se pense, contudo, que há neste conjunto de trabalhos qualquer tipo de profecia ou que Ana Torrie seja uma espécie de vector místico que faça questão de nos acenar com o Apocalipse. Muito pelo contrário, a artista vem-nos dizer que os conflitos civilizacionais não são de agora e que há uma besta que nos habita. Mas que nos habita igualmente esse poder de a controlar, de a dominar e de a extinguir. A exposição ficará patente até ao dia 31 de Outubro e, até lá, há todo um programa paralelo que inclui teatro de marionetas, performance, uma conversa à volta do tanque com três gravuristas e ainda uma oficina de entalhe colectivo e participativo à qual todos os visitantes são convidados a dar o seu contributo. A não perder, absolutamente!