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terça-feira, 16 de julho de 2019

EXPOSIÇÃO: Joan Jonas


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EXPOSIÇÃO: Joan Jonas
Museu de Serralves
25 Mai > 01 Set 2019


Nascida em 1936, Joan Jonas é uma artista pioneira nas áreas da performance, do vídeo e da instalação, que ampliou as fronteiras da arte nas últimas cinco décadas. Após estudar escultura e história da arte, tornou-se uma das figuras fundadoras da performance, quando esta surgiu em Nova Iorque nos anos 1960 e 1970. Inspirando-se em diferentes culturas e tradições, o universo de imagens da artista provém de diversas fontes — de contos de fadas a ensaios, de mitos ao folclore local — que adapta de forma a relacioná-las com a vida contemporânea. Poético e político, o seu trabalho veicula o seu continuado interesse no movimento, na música, na identidade feminina, no meio ambiente e nas paisagens naturais e urbanas.

É a esta mulher e ao seu trabalho que o Museu de Serralves, em parceria com a Tate Modern, dedica uma exposição alargada e que estará patente ao público até ao próximo dia 01 de Setembro. Nela, tanto se pode assistir ao primeiro filme de Joan Jonas, o intrigante “Wind” (1968), como a instalações impactantes como “The Juniper Tree” (1976, reconstruído em 1994), “Lines in the Sand” (2002) ou “Stream or River, Flight or Pattern” (2016-2017), os desenhos de pássaros em grandes painéis a dominarem uma sala repleta de lindíssimos papagaios de papel. No corredor há ainda para ver um conjunto de fotografias sobre as performances da artista, um vídeo intitulado “A Saga do Vulcão” (1985-1989) e um conjunto de objectos, nomeadamente máscaras e adereços, muitos deles inspirados no teatro japonês e usados pela artista nas suas performances.

Um olhar atento permite perceber que Joan Jonas revisita e readapta trabalhos e performances prévios para criar novas instalações e para lhes incorporar um elemento vivo. Usando máscaras, espelhos e ecrãs de vídeo, Jonas cria uma complexa sobreposição de imagens. A configuração e a sequência da exposição, decididas em estreita colaboração com a artista, baseiam-se no constante regresso a temas e motivos recorrentes. Em toda a exposição, é a voz da artista que guia os visitantes. Vale a pena deixarmo-nos levar pelo muito de apelativo que a sua obra encerra.

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