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terça-feira, 2 de abril de 2019

EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA: "Acasos Objetivos"


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EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA: “Acasos Objetivos”,
de Carlos Magno
Reitoria da Universidade do Porto (extensão na Livraria Lello)
21 Mar > 26 Mai 2019


“SEMIÓTICA
substantivo feminino
1. Ciência dos modos de produção, de funcionamento e de recepção dos diferentes sistemas de sinais de comunicação entre indivíduos ou colectividades. = SEMIOLOGIA
2. Esta ciência aplicada a um domínio particular da comunicação.”

Foi durante a sua passagem pelo Conselho Regulador da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, ao qual presidiu entre 2011 e 2017, que o jornalista Carlos Magno decidiu impor-se a si mesmo um “código de silêncio”, suspendendo a actividade jornalística e exilando-se na máquina fotográfica. Do cruzamento entre a objectividade do olhar e o acaso dos pequenos nadas de que a vida é feita, viria a nascer um verdadeiro “manual ilustrado” de semiótica urbana, agora condensado nesta exposição “Acasos Objetivos” e que pode ser vista no corredor nascente da Reitoria da Universidade do Porto, com uma pequena extensão na Livraria Lello, ali a dois passos.

Em “Acasos Objetivos”, perspicácia, olhar inteligente e humor requintado são parte importante dum processo de selecção e recolha de imagens, organizado e intuitivo à vez. O resto é essa necessidade intrínseca de partilha da informação, dessa verdadeira paixão pela comunicação. É assim que Carlos Magno nos dá a ver um conjunto de sinais e símbolos que, nos valores e conceitos que carregam, evidenciam o pulsar duma cidade e das suas gentes, a essência do seu viver e sentir. Assentes em novas linguagens artísticas, eles são, as mais das vezes, a expressão da voz de quem não tem voz, a prova provada da democratização dos espaços públicos, a sua utilização comum plenamente assumida.

Inadvertidas ou premeditadas, inocentes ou brejeiras, frontais ou carregadas de segundos sentidos, de apoio ou de protesto, pessoais ou universais, cada uma das mensagens é um momento na vida de todos e de cada um. Um “Portugal” às avessas com a chegada da troika, a euforia colectiva do golo de calcanhar dum argelino de nome Madjer, um rapaz “esmagado” no trânsito citadino, um semáforo que “está verde” mesmo se está vermelho ou um assertivo “nós somos fodidos...” são poemas visuais que estão ali, aos olhos de todos, mas nos quais poucos reparam. Também por isso se torna obrigatório ver esta exposição. De ora em diante, o nosso olhar sobre a cidade não mais será o mesmo!

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